Secretário de Zema, Manoel Vitor pede demissão do governo

Ele pediu o desligamento do cargo por motivos pessoais; possível justificava seria desejo de voltar a trabalhar na iniciativa privada

O Governo de Minas confirmou que o secretário de Desenvolvimento Econômico, Manoel Vítor de Mendonça, pediu desligamento do cargo por motivos pessoais.

A saída de Mendonça era dada como certa, conforme antecipou a coluna Aparte do último dia 11 de setembro. Uma possível motivação seria o desejo do agora ex-secretário em retornar trabalhos na iniciativa privada e não mais na área pública.

A nota oficial enviada pelo Governo de Minas, nesta segunda-feira (16) informa que o governador Romeu Zema "lamenta a saída e agradece os serviços prestados pelo secretário". O texto também enaltece o trabalho de Mendonça. "Nos sete primeiros meses de gestão, Minas Gerais comemora a abertura de 99 mil vagas de emprego, além da assinatura de protocolos de intenções que garantirão investimentos da ordem de R$ 6,2 bilhões com a geração de 5,3 mil postos de trabalho. Manoel Vítor foi ainda um dos responsáveis pela montagem das equipes de diretorias e conselhos das empresas estatais, selecionando profissionais de mercado com experiência comprovada", informa. "O governador reitera elevada estima pelo secretário. Além de prestigiar a administração com seu conhecimento e sabedoria, Manoel Vítor tornou-se amigo e conselheiro do governador. Romeu Zema deseja ao secretário êxito em seus novos desafios", continua a nota.

O substituto para o cargo não foi informado.

Terceira baixa no primeiro escalão

Até então, Zema tinha tido duas baixas relevantes em seu governo. A mais complicada foi a segunda, quando ele decidiu demitir Custódio Mattos (PSDB), da Secretaria de Governo.

Deputados aliados do PSDB foram pegos de surpresa com a demissão, o que causou estremecimento na relação de Zema com os tucanos. Na sequência, para o lugar de Mattos, o governador escolheu Bilac Pinto (DEM), que estava exercendo o mandato de deputado federal.

A primeira baixa no governo do Estado foi na Secretaria de Saúde. O médico Wagner Eduardo Ferreira deixou o cargo por motivos pessoais. Ele saiu em fevereiro, pouco mais de um mês após o começo do governo. Para seu lugar, o governador escolheu o médico Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva.

Outras quedas ocorreram, mas em cargos de segundo escalão do governo, como, por exemplo, na área de comunicação .

Fonte e foto: O Tempo

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